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Ficha técnica

Símbolos de conservação: o guia da norma ABNT

Os cinco grupos de símbolos que vão na etiqueta — e o que cada um comunica para quem compra a sua peça.

Atualizado em 6 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

A etiqueta de conservação é o único pedaço da sua marca que fica com a cliente para sempre. A sacola vai fora, o cartão se perde — a etiqueta continua ali, dentro da peça, sendo consultada toda vez que ela decide como lavar.

Ela também é exigência legal e a sua principal defesa quando alguém reclama que a peça encolheu ou desbotou: sem instrução clara, a responsabilidade é do fabricante; com instrução clara e ignorada, não é. No Brasil, os símbolos seguem a norma ABNT NBR NM ISO 3758.

A vantagem do sistema de símbolos é ser universal — funciona sem depender de idioma, o que importa se você pretende exportar ou vender para público diverso.

Como funciona: são cinco grupos, sempre nesta ordem — lavagem, alvejamento, secagem, passadoria e limpeza profissional. O X sobre qualquer símbolo significa "não faça isso".

1. Lavagem (o tanque)

O desenho de um tanque com água indica como lavar:

2. Alvejamento (o triângulo)

A etiqueta correta protege a marca — e evita a devolução por peça danificada.
A etiqueta correta protege a marca — e evita a devolução por peça danificada.

3. Secagem (o quadrado)

Quadrado com círculo dentro significa secadora:

Quadrado sem círculo indica secagem natural:

4. Passadoria (o ferro)

5. Limpeza profissional (o círculo)

O círculo com uma letra dentro orienta a lavanderia: P ou F para limpeza a seco com solventes específicos, W para lavagem profissional a úmido, e o círculo com X para "não limpar profissionalmente".

Símbolos direto na ficha técnica

Selecione os símbolos da norma ABNT ao montar a ficha. Eles saem no PDF, prontos para a produção da etiqueta.

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Como escolher os símbolos da sua peça

A regra é seguir sempre o componente mais delicado da peça. Um vestido de algodão com aplicação de renda segue as instruções da renda, não do algodão. Isso vale para forro, entretela, botões, aplicações e aviamentos.

O raciocínio é de elo mais fraco: não adianta o tecido principal aguentar 60°C se a renda deforma a 40°C. A peça inteira é limitada pelo componente menos resistente.

Duas fontes ajudam a decidir: a ficha do fornecedor do tecido, que traz as recomendações do fabricante, e o teste na peça-piloto — lavar a piloto antes de aprovar o modelo revela encolhimento e desbotamento antes que eles cheguem à cliente.

Na dúvida, seja conservador. Indicar água fria numa peça que aguentaria morna não gera reclamação; o contrário, sim.

Por que registrar na ficha técnica

Há ainda um ganho de imagem que se subestima. Etiqueta bem feita comunica cuidado — a cliente que encontra instruções claras entende que ali existe um processo por trás. É um detalhe pequeno que separa a peça artesanal da peça amadora.

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Crie a ficha completa da sua peça — medidas, tecidos, aviamentos, croqui e sequência operacional — e gere o PDF com a sua marca. A partir de R$ 49/mês, sem fidelidade.

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